Tão belo o desapego
Dos que se dão e se perdem.
A inconsciência do desconhecimento,
A libertação do Medo,
Porque o vivem na pele.
E gritam ao arrancar essa pele,
E choram ao se verem sós.
E vozem ao longe
Ecoam algo que não percebem
Mas sabem ser verdade.
As vozes sem cara
São caras sem nome
São nomes sem ser.
Tudo gira
Tudo ondula
Todos cantamos
À cura, à Santa Cura,
Que cura toda a doença
E toda a Dor.
Tudo gira
Tudo ondula
Todos escutamos
A mensagem de quem vem lá,
De quem quer entrar,
De quem É sem ser.
Tudo gira
Tudo ondula
E o mestre nos ensina
Nos abre o caminho
Para trilharmos o Presente.
E agora vemos,
O que somos e não somos,
O que há além de nós,
Para dentro, no fundo.
Para lá da ilusão há a Cura,
O cantar dos anjos e do beija-flor
Há o ser e o descobrir
Profunda calma, profundo amor.
Tributo à Medicina Sagrada Amazónica: Abuelita Medicina, Abuelita Curandera, nos proteje en este viaje de consciencia hacia la luz interior. Obrigado Taita Inti, Obrigado Pachamama, Muito Grato ao meu querido Professor e Mestre. Sempre no meu coração estão.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Caminho de Volta - Tribo: Comando de Sanação
Somos Tribo. Somos seres se perdendo no seu Ser, se encontrando no seu Ver, no momento que antecede o final, no desistir antes do momento da Morte. Morte em Vida, que nos embala, que nos canta, que nos faz cantar. Morte doce, que chega a todos, e em doçura o Pai parte, na sua viagem de cura.
O Pai é a cola que nos mantém unidos e, com o Rei morto, um novo Rei se levanta, para tomar as rédeas da tribo perdida. Será este o novo Rei, a escolhida contraparte do coração da tribo? Será ele a trazer o novo Comando de Sanação? Cantamos a força com força e com amor, e no seu manto se albergam os perdidos irmãos. Sua voz ecoa, ecoa na sala, na cabeça, mas nossas células estão longe de reconhecer o seu canto como o que vem da Mãe.
O Novo Rei é o Velho Rei, renascido da Cura, da Santa Purga, e é ele quem por nós puxa para de novo nos entregarmos. É ele que canta o que nós cantamos. É ele que nos guia pelos caminhos do Labirinto. É ele quem fala com a voz da Santa Mãe, é ele que invoca a tribo que somos todos.
Como pássaros flamejantes, unidas estão as ancestrais almas das ancestrais tribos, e todos eles somos nós. Casa de fogo, casa de cristal, casa do Senhor do Tempo. Divina invocação da Mãe, abençoado amor do Pai. Cura Santa Cura.
O Pai é a cola que nos mantém unidos e, com o Rei morto, um novo Rei se levanta, para tomar as rédeas da tribo perdida. Será este o novo Rei, a escolhida contraparte do coração da tribo? Será ele a trazer o novo Comando de Sanação? Cantamos a força com força e com amor, e no seu manto se albergam os perdidos irmãos. Sua voz ecoa, ecoa na sala, na cabeça, mas nossas células estão longe de reconhecer o seu canto como o que vem da Mãe.
O Novo Rei é o Velho Rei, renascido da Cura, da Santa Purga, e é ele quem por nós puxa para de novo nos entregarmos. É ele que canta o que nós cantamos. É ele que nos guia pelos caminhos do Labirinto. É ele quem fala com a voz da Santa Mãe, é ele que invoca a tribo que somos todos.
Como pássaros flamejantes, unidas estão as ancestrais almas das ancestrais tribos, e todos eles somos nós. Casa de fogo, casa de cristal, casa do Senhor do Tempo. Divina invocação da Mãe, abençoado amor do Pai. Cura Santa Cura.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Cantadores - Todos somos Tribo
Todos juntos
Tomamos de novo Medicina
Para curar o coração.
E todos somos Um só
Procurando Harmonia
Procurando Atenção.
Concentração sóbria,
Postura alegre, sincera,
Que nem a todos harmoniza.
O seu processo é Seu
E sua entrega é genuína.
E todos se espelham em todos
E tudo se sabe.
E o Pai tudo vê.
A mãe que é Mãe comanda
E o seu pedido é uma ordem,
Quando nos deita nos fala,
Quando nos senta nos canta.
Reconheço esse cantar
Já também cantei assim,
Quando em silêncio interior
Me ouço cantar a mim.
A tribo é de outros tempos
De outras casas, de outras vidas
E trabalha com a Mãe
E todas as almas reunidas.
Tomamos de novo Medicina
Para curar o coração.
E todos somos Um só
Procurando Harmonia
Procurando Atenção.
Concentração sóbria,
Postura alegre, sincera,
Que nem a todos harmoniza.
O seu processo é Seu
E sua entrega é genuína.
E todos se espelham em todos
E tudo se sabe.
E o Pai tudo vê.
A mãe que é Mãe comanda
E o seu pedido é uma ordem,
Quando nos deita nos fala,
Quando nos senta nos canta.
Reconheço esse cantar
Já também cantei assim,
Quando em silêncio interior
Me ouço cantar a mim.
A tribo é de outros tempos
De outras casas, de outras vidas
E trabalha com a Mãe
E todas as almas reunidas.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Caminho de Volta - Abraço de Pai
Bom Padrinho, Maestro, que conduzes a sinfonia, que trazes Ordem ao inquieto Caos, vem acudir nesta hora de desespero, nesta hora de mágoa. Todos juntos te chamamos, para acolher em teu abraço os irmãos e irmãs que assim o precisem.
Todos juntos entramos e saímos de nós mesmos e uns dos outros. Todos somos todos e individualmente caminhamos no escuro. E é tão bom caminhar no escuro. De mãos dadas, somos tribo. Unidos somos Sol, um Sol de sóis, que navegam pelas águas do nosso oceano interior e se vêem, em agonia, em alívio, em alegria.
Bom Pai, o teu abraço é um presente de Deus, como a divina presença da Mãe nas nossas vidas. Teu é o meu coração, o meu cantar, e tua é a minha cura, para que te cures em mim. Teu caminho é o meu caminho e, pouco a pouco, vamos andando, vamos chegando. Tão bom o estarmos juntos. Tão bom o nosso andar.
Todos juntos entramos e saímos de nós mesmos e uns dos outros. Todos somos todos e individualmente caminhamos no escuro. E é tão bom caminhar no escuro. De mãos dadas, somos tribo. Unidos somos Sol, um Sol de sóis, que navegam pelas águas do nosso oceano interior e se vêem, em agonia, em alívio, em alegria.
Bom Pai, o teu abraço é um presente de Deus, como a divina presença da Mãe nas nossas vidas. Teu é o meu coração, o meu cantar, e tua é a minha cura, para que te cures em mim. Teu caminho é o meu caminho e, pouco a pouco, vamos andando, vamos chegando. Tão bom o estarmos juntos. Tão bom o nosso andar.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Filhos meus que abraço
Sem o vício da luz
Vejo que canto,
Sabendo que sei,
Que escuto a lição.
Linda lição, hoje,
Que me deixa acordado.
Do alto de mim me vejo
E no fundo das águas me encontro.
E não interessa quem sou,
Nem sei mais ao que vim,
Mas do alto de mim
Vejo o mar
E o reflexo de mim, nele espelhado.
Todo o meu Presente
É uma memória de Amor,
A minha felicidade está na Cura,
Na Cura que acordou a Cura,
A Paz que já havia em mim.
E a necessidade é do canto,
E o sorriso é mais real
Que o bater do tambor.
Entro e saio,
Na mais pura Consciência.
Vejo os meus irmãos
Buscando alívio,
Buscando o Sol.
Os filhos meus
Que abraço.
Tão bom estarmos juntos
E juntos caminharmos,
Devagarinho
Pouco a pouco chegaremos.
Vejo que canto,
Sabendo que sei,
Que escuto a lição.
Linda lição, hoje,
Que me deixa acordado.
Do alto de mim me vejo
E no fundo das águas me encontro.
E não interessa quem sou,
Nem sei mais ao que vim,
Mas do alto de mim
Vejo o mar
E o reflexo de mim, nele espelhado.
Todo o meu Presente
É uma memória de Amor,
A minha felicidade está na Cura,
Na Cura que acordou a Cura,
A Paz que já havia em mim.
E a necessidade é do canto,
E o sorriso é mais real
Que o bater do tambor.
Entro e saio,
Na mais pura Consciência.
Vejo os meus irmãos
Buscando alívio,
Buscando o Sol.
Os filhos meus
Que abraço.
Tão bom estarmos juntos
E juntos caminharmos,
Devagarinho
Pouco a pouco chegaremos.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Caminho de Volta - Sopro de Vida: Fogo Interior
Nos é dado de presente um fogo que arde, que abre, que prepara o caminho. Este fogo inalado é azul, e vermelho, e brilha com a intensidade do Sol que o sopra, que nos prepara para brilhar. Quaisquer barreiras existentes são consumidas neste fogo purificador, e das suas brechas surge um fogo, interior, ateado com a pureza do sopro do Mestre. Meu Mestre, teu Mestre, Eu Mestre se levanta, levanta e caminha por entre os seus próprios escombros, os meus próprios escombros.
Na doce palavra de mel surge o bater das asas do cantador e o penetrante olhar da água em pele de serpente. No hoje, ser cuidado é cuidar, a Cura virá pela Cura de amor que damos.
O nosso Sol irá brilhar no escuro e guiar os perdidos em harmonia. Labareda cuspindo no primeiro canto, toco chamando a força. Tudo passa e passa. Mantendo a postura, chegamos à Consciência.
Na doce palavra de mel surge o bater das asas do cantador e o penetrante olhar da água em pele de serpente. No hoje, ser cuidado é cuidar, a Cura virá pela Cura de amor que damos.
O nosso Sol irá brilhar no escuro e guiar os perdidos em harmonia. Labareda cuspindo no primeiro canto, toco chamando a força. Tudo passa e passa. Mantendo a postura, chegamos à Consciência.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Curandeiro Soprando
No antes me limpei,
De mim saíram os medos
E já poucos são os males
Para ser tratados no hoje.
A partilha da Cura
Se inicia com a partilha da limpeza,
O processo do Eu
Que começa no amor aos outros.
Curandeiro soprando,
Soprando bênçãos,
As boas-vindas na minha casa.
Tão bem que rodopia
A mente que se alumia,
Que cospe e se abre,
Que se concentra no centro.
O ponto no meio do Nada não existe
E o caminho por entre o escuro
Sempre nos chama e nada nos traz.
Conscientes tombamos,
E na queda se quebram
As cristalinas muralhas
Que, opacas, travam a Luz.
Prova a prova,
Essa luz assim se reconhece,
E no seu fogo interior se purifica.
Suas cinzas são o Mestre
Soprando, soprando com as bênçãos,
Espalhado para que trabalhe no mundo,
Como pedido pela planta caminhante.
De mim saíram os medos
E já poucos são os males
Para ser tratados no hoje.
A partilha da Cura
Se inicia com a partilha da limpeza,
O processo do Eu
Que começa no amor aos outros.
Curandeiro soprando,
Soprando bênçãos,
As boas-vindas na minha casa.
Tão bem que rodopia
A mente que se alumia,
Que cospe e se abre,
Que se concentra no centro.
O ponto no meio do Nada não existe
E o caminho por entre o escuro
Sempre nos chama e nada nos traz.
Conscientes tombamos,
E na queda se quebram
As cristalinas muralhas
Que, opacas, travam a Luz.
Prova a prova,
Essa luz assim se reconhece,
E no seu fogo interior se purifica.
Suas cinzas são o Mestre
Soprando, soprando com as bênçãos,
Espalhado para que trabalhe no mundo,
Como pedido pela planta caminhante.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Caminho de Volta - Retorno ao Eco
O Som sempre nos guia e sempre em nós se reflete. O aclarar da voz para a harmonia do Som surge depois do propósito da harmonia do Eco. Voltando ao Eco, voltamos a encontrar-nos. Aprendemos o Som quando aprendemos o que é o eco e como o eco pode chegar antes do som. Do Silêncio do Taita chega o eco que tem o Som do seu som.
Juntos e humildes, pedimos permissão para ser parte do seu Universo, e com Amor somos recebidos, sempre. E sua lição nos ensina, a confiar no Poder, no nosso poder, no Eco da nossa própria voz que nos antecede. A harmonia se atinge quando é perfeita a conjunção entre o canto e o eco.
Cantando o Eco, ecoamos o Canto. O Senhor voltou.
Juntos e humildes, pedimos permissão para ser parte do seu Universo, e com Amor somos recebidos, sempre. E sua lição nos ensina, a confiar no Poder, no nosso poder, no Eco da nossa própria voz que nos antecede. A harmonia se atinge quando é perfeita a conjunção entre o canto e o eco.
Cantando o Eco, ecoamos o Canto. O Senhor voltou.
sábado, 26 de novembro de 2011
O Eco que antes chega
Já sem saber, sabia,
Que sem queria, queria,
E sem falar, cantaria.
Preso de voz,
Canto o propósito em mim.
Escuto o silêncio,
A mensagem que traz,
Que dele nasce.
Aprender a crer,
Crer na harmonia,
Na pureza da palavra no verso.
Continuar a lição,
Confiar na lição,
Confiar no mestre.
A abertura para o seu amor
É o som da antecipação,
É o Eco
Que por ser antes é o Tom,
É o evocar da invocação
Que em nós acorda o Divino.
Que assim seja.
Que sem queria, queria,
E sem falar, cantaria.
Preso de voz,
Canto o propósito em mim.
Escuto o silêncio,
A mensagem que traz,
Que dele nasce.
Aprender a crer,
Crer na harmonia,
Na pureza da palavra no verso.
Continuar a lição,
Confiar na lição,
Confiar no mestre.
A abertura para o seu amor
É o som da antecipação,
É o Eco
Que por ser antes é o Tom,
É o evocar da invocação
Que em nós acorda o Divino.
Que assim seja.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Caminho de Volta - O Cantar de Cura do Colibri
Enquanto dormimos, viajamos num mundo que não compreendemos, não é o mesmo que vemos quando acordamos, mas também aí se consegue ouvir e sentir o cantar de cura do Colibri. Essa canção nos leva de volta ao familiar ambiente da Cerimónia, das que foram, das que virão, das que não são nem nunca o serão. A mensagem do intento nos é cantada, e a cantamos sem o saber, sem conhecer a sua profunda Verdade. O Mestre nos ensina, a minha Mãe foi quem mandou, mas em Segredo, porque a minha Verdade é somente minha.
A seguinte é de Vénus, e logo a associamos ao Amor, às relações. Seria esse o próximo propósito? A sábia planta diz que não o será, que o primeiro Amor a nutrirmos é e será sempre por nós mesmos. Amar-nos a nós mesmos é aprender a reconhecer o nosso Mestre interior. É descobrir que o Sol só nasce porque nós nascemos com ele.
A seguinte é de Vénus, e logo a associamos ao Amor, às relações. Seria esse o próximo propósito? A sábia planta diz que não o será, que o primeiro Amor a nutrirmos é e será sempre por nós mesmos. Amar-nos a nós mesmos é aprender a reconhecer o nosso Mestre interior. É descobrir que o Sol só nasce porque nós nascemos com ele.
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