Escuta a voz do Ser Profundo
Quem ouve com Ele fala
Esse som, que de tão forte,
Todo mundo chega e cala
O que disse eu entendi
Sou espelho do meu povo
Se falar, nunca desiste
Vai lá e tenta de novo
Ter firmeza não é estar
Bem esticado aí não
É sentir e não pensar
Serviço do coração
Ser gentil como uma pena
E forte como um rochedo
É guiar na escuridão
Ensinar a não ter medo
Tu és Eu e somos Água
Tu és Eu e somos Lume
Tu és Eu e somos muitos
Tu és Eu e somos Um
De 16/11/2011. Poesia oferecida a um querido amigo, um irmão de caminhada.
Tributo à Medicina Sagrada Amazónica: Abuelita Medicina, Abuelita Curandera, nos proteje en este viaje de consciencia hacia la luz interior. Obrigado Taita Inti, Obrigado Pachamama, Muito Grato ao meu querido Professor e Mestre. Sempre no meu coração estão.
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sexta-feira, 13 de julho de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Primeira intenção
Vim fazer minha limpeza
E esqueci de me curar
Agora tenho ainda mais caminho
Para fazer até voltar
Estou doente, estou doente
É muito fácil falar
Depois chora enquanto foge
Porque não quer se curar
Que firmar no firmamento
Só se for de coração
Bem lembrar de seu começo
Da primeira intenção
Minha cura é aqui
Só preciso me humilhar
Que humilde sempre curo
Se humilde trabalhar
Cantar por cantar, não canta
Que aqui não manda não
Que viver nessa virtude
É amar de coração
É amar de coração
A este caminho sem fim
Só amando o meu perdão
Posso perdoar-me a mim
Não sei se eu consigo
Ou se me entrego no castigo
Mas eu sigo assim rezando
Que Deus esteja comigo
Amém
E esqueci de me curar
Agora tenho ainda mais caminho
Para fazer até voltar
Estou doente, estou doente
É muito fácil falar
Depois chora enquanto foge
Porque não quer se curar
Que firmar no firmamento
Só se for de coração
Bem lembrar de seu começo
Da primeira intenção
Minha cura é aqui
Só preciso me humilhar
Que humilde sempre curo
Se humilde trabalhar
Cantar por cantar, não canta
Que aqui não manda não
Que viver nessa virtude
É amar de coração
É amar de coração
A este caminho sem fim
Só amando o meu perdão
Posso perdoar-me a mim
Não sei se eu consigo
Ou se me entrego no castigo
Mas eu sigo assim rezando
Que Deus esteja comigo
Amém
sábado, 31 de dezembro de 2011
Caminho de Cristal
Em ti me curo.
Em ti me encontro.
Mas quem sou agora?
Espasmo após espasmo
Canto por canto
Me encanto no canto que canto.
Sou eu que o canto?
Sou eu que o canto!
Pelo cantar me empurras para o sonho
E canto, e sonho,
Em Ser, no Ser,
O Ser que repousa e que chamamos.
Chega o Ser,
E ao Ser me desligo,
Deslizo e me deixo levar
Nas calmas águas que são cobras,
Que me envolvem e me amamentam.
São elas que me falam da escolha
Do que se seguirá.
Morre, que nascerás desapego
Morre, que nascerás cantador
Morre, reencontra-te morto
E viverás como árvore,
Viverás como Ser de cristal,
Terás essa vida nova,
Como em tempos te prometi.
E viaja,
Viaja em mim,
Viaja comigo.
Bem no centro estamos todos,
Mas é na orla que nos encontramos.
E enquanto meu canto cantares,
Teu canto cantarás,
E se sozinho cantares,
Estarás desapegado.
E ao tudo largares
Ganhas-te a ti
E a mim
E a todos.
Vomita a Escuridão
Ilumina-te com o cantar do Beija-flor
Teu Mestre e Padrinho te guiam
E segue teu caminho,
Com o apego aos que se deixaram.
Tudo é certo
E tudo vai dar a mim.
E, como parte de tudo,
Me rendo.
Cresci.
Em ti me encontro.
Mas quem sou agora?
Espasmo após espasmo
Canto por canto
Me encanto no canto que canto.
Sou eu que o canto?
Sou eu que o canto!
Pelo cantar me empurras para o sonho
E canto, e sonho,
Em Ser, no Ser,
O Ser que repousa e que chamamos.
Chega o Ser,
E ao Ser me desligo,
Deslizo e me deixo levar
Nas calmas águas que são cobras,
Que me envolvem e me amamentam.
São elas que me falam da escolha
Do que se seguirá.
Morre, que nascerás desapego
Morre, que nascerás cantador
Morre, reencontra-te morto
E viverás como árvore,
Viverás como Ser de cristal,
Terás essa vida nova,
Como em tempos te prometi.
E viaja,
Viaja em mim,
Viaja comigo.
Bem no centro estamos todos,
Mas é na orla que nos encontramos.
E enquanto meu canto cantares,
Teu canto cantarás,
E se sozinho cantares,
Estarás desapegado.
E ao tudo largares
Ganhas-te a ti
E a mim
E a todos.
Vomita a Escuridão
Ilumina-te com o cantar do Beija-flor
Teu Mestre e Padrinho te guiam
E segue teu caminho,
Com o apego aos que se deixaram.
Tudo é certo
E tudo vai dar a mim.
E, como parte de tudo,
Me rendo.
Cresci.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Tudo gira, tudo ondula
Tão belo o desapego
Dos que se dão e se perdem.
A inconsciência do desconhecimento,
A libertação do Medo,
Porque o vivem na pele.
E gritam ao arrancar essa pele,
E choram ao se verem sós.
E vozem ao longe
Ecoam algo que não percebem
Mas sabem ser verdade.
As vozes sem cara
São caras sem nome
São nomes sem ser.
Tudo gira
Tudo ondula
Todos cantamos
À cura, à Santa Cura,
Que cura toda a doença
E toda a Dor.
Tudo gira
Tudo ondula
Todos escutamos
A mensagem de quem vem lá,
De quem quer entrar,
De quem É sem ser.
Tudo gira
Tudo ondula
E o mestre nos ensina
Nos abre o caminho
Para trilharmos o Presente.
E agora vemos,
O que somos e não somos,
O que há além de nós,
Para dentro, no fundo.
Para lá da ilusão há a Cura,
O cantar dos anjos e do beija-flor
Há o ser e o descobrir
Profunda calma, profundo amor.
Dos que se dão e se perdem.
A inconsciência do desconhecimento,
A libertação do Medo,
Porque o vivem na pele.
E gritam ao arrancar essa pele,
E choram ao se verem sós.
E vozem ao longe
Ecoam algo que não percebem
Mas sabem ser verdade.
As vozes sem cara
São caras sem nome
São nomes sem ser.
Tudo gira
Tudo ondula
Todos cantamos
À cura, à Santa Cura,
Que cura toda a doença
E toda a Dor.
Tudo gira
Tudo ondula
Todos escutamos
A mensagem de quem vem lá,
De quem quer entrar,
De quem É sem ser.
Tudo gira
Tudo ondula
E o mestre nos ensina
Nos abre o caminho
Para trilharmos o Presente.
E agora vemos,
O que somos e não somos,
O que há além de nós,
Para dentro, no fundo.
Para lá da ilusão há a Cura,
O cantar dos anjos e do beija-flor
Há o ser e o descobrir
Profunda calma, profundo amor.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Cantadores - Todos somos Tribo
Todos juntos
Tomamos de novo Medicina
Para curar o coração.
E todos somos Um só
Procurando Harmonia
Procurando Atenção.
Concentração sóbria,
Postura alegre, sincera,
Que nem a todos harmoniza.
O seu processo é Seu
E sua entrega é genuína.
E todos se espelham em todos
E tudo se sabe.
E o Pai tudo vê.
A mãe que é Mãe comanda
E o seu pedido é uma ordem,
Quando nos deita nos fala,
Quando nos senta nos canta.
Reconheço esse cantar
Já também cantei assim,
Quando em silêncio interior
Me ouço cantar a mim.
A tribo é de outros tempos
De outras casas, de outras vidas
E trabalha com a Mãe
E todas as almas reunidas.
Tomamos de novo Medicina
Para curar o coração.
E todos somos Um só
Procurando Harmonia
Procurando Atenção.
Concentração sóbria,
Postura alegre, sincera,
Que nem a todos harmoniza.
O seu processo é Seu
E sua entrega é genuína.
E todos se espelham em todos
E tudo se sabe.
E o Pai tudo vê.
A mãe que é Mãe comanda
E o seu pedido é uma ordem,
Quando nos deita nos fala,
Quando nos senta nos canta.
Reconheço esse cantar
Já também cantei assim,
Quando em silêncio interior
Me ouço cantar a mim.
A tribo é de outros tempos
De outras casas, de outras vidas
E trabalha com a Mãe
E todas as almas reunidas.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Filhos meus que abraço
Sem o vício da luz
Vejo que canto,
Sabendo que sei,
Que escuto a lição.
Linda lição, hoje,
Que me deixa acordado.
Do alto de mim me vejo
E no fundo das águas me encontro.
E não interessa quem sou,
Nem sei mais ao que vim,
Mas do alto de mim
Vejo o mar
E o reflexo de mim, nele espelhado.
Todo o meu Presente
É uma memória de Amor,
A minha felicidade está na Cura,
Na Cura que acordou a Cura,
A Paz que já havia em mim.
E a necessidade é do canto,
E o sorriso é mais real
Que o bater do tambor.
Entro e saio,
Na mais pura Consciência.
Vejo os meus irmãos
Buscando alívio,
Buscando o Sol.
Os filhos meus
Que abraço.
Tão bom estarmos juntos
E juntos caminharmos,
Devagarinho
Pouco a pouco chegaremos.
Vejo que canto,
Sabendo que sei,
Que escuto a lição.
Linda lição, hoje,
Que me deixa acordado.
Do alto de mim me vejo
E no fundo das águas me encontro.
E não interessa quem sou,
Nem sei mais ao que vim,
Mas do alto de mim
Vejo o mar
E o reflexo de mim, nele espelhado.
Todo o meu Presente
É uma memória de Amor,
A minha felicidade está na Cura,
Na Cura que acordou a Cura,
A Paz que já havia em mim.
E a necessidade é do canto,
E o sorriso é mais real
Que o bater do tambor.
Entro e saio,
Na mais pura Consciência.
Vejo os meus irmãos
Buscando alívio,
Buscando o Sol.
Os filhos meus
Que abraço.
Tão bom estarmos juntos
E juntos caminharmos,
Devagarinho
Pouco a pouco chegaremos.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Curandeiro Soprando
No antes me limpei,
De mim saíram os medos
E já poucos são os males
Para ser tratados no hoje.
A partilha da Cura
Se inicia com a partilha da limpeza,
O processo do Eu
Que começa no amor aos outros.
Curandeiro soprando,
Soprando bênçãos,
As boas-vindas na minha casa.
Tão bem que rodopia
A mente que se alumia,
Que cospe e se abre,
Que se concentra no centro.
O ponto no meio do Nada não existe
E o caminho por entre o escuro
Sempre nos chama e nada nos traz.
Conscientes tombamos,
E na queda se quebram
As cristalinas muralhas
Que, opacas, travam a Luz.
Prova a prova,
Essa luz assim se reconhece,
E no seu fogo interior se purifica.
Suas cinzas são o Mestre
Soprando, soprando com as bênçãos,
Espalhado para que trabalhe no mundo,
Como pedido pela planta caminhante.
De mim saíram os medos
E já poucos são os males
Para ser tratados no hoje.
A partilha da Cura
Se inicia com a partilha da limpeza,
O processo do Eu
Que começa no amor aos outros.
Curandeiro soprando,
Soprando bênçãos,
As boas-vindas na minha casa.
Tão bem que rodopia
A mente que se alumia,
Que cospe e se abre,
Que se concentra no centro.
O ponto no meio do Nada não existe
E o caminho por entre o escuro
Sempre nos chama e nada nos traz.
Conscientes tombamos,
E na queda se quebram
As cristalinas muralhas
Que, opacas, travam a Luz.
Prova a prova,
Essa luz assim se reconhece,
E no seu fogo interior se purifica.
Suas cinzas são o Mestre
Soprando, soprando com as bênçãos,
Espalhado para que trabalhe no mundo,
Como pedido pela planta caminhante.
sábado, 26 de novembro de 2011
O Eco que antes chega
Já sem saber, sabia,
Que sem queria, queria,
E sem falar, cantaria.
Preso de voz,
Canto o propósito em mim.
Escuto o silêncio,
A mensagem que traz,
Que dele nasce.
Aprender a crer,
Crer na harmonia,
Na pureza da palavra no verso.
Continuar a lição,
Confiar na lição,
Confiar no mestre.
A abertura para o seu amor
É o som da antecipação,
É o Eco
Que por ser antes é o Tom,
É o evocar da invocação
Que em nós acorda o Divino.
Que assim seja.
Que sem queria, queria,
E sem falar, cantaria.
Preso de voz,
Canto o propósito em mim.
Escuto o silêncio,
A mensagem que traz,
Que dele nasce.
Aprender a crer,
Crer na harmonia,
Na pureza da palavra no verso.
Continuar a lição,
Confiar na lição,
Confiar no mestre.
A abertura para o seu amor
É o som da antecipação,
É o Eco
Que por ser antes é o Tom,
É o evocar da invocação
Que em nós acorda o Divino.
Que assim seja.
sábado, 15 de outubro de 2011
Ser o Sol - Alegria e Satisfação
Ser feliz...
Ser feliz não é sorrir,
Porque sorrir sem propósito não é sorrir.
Ser feliz não é ter alegria,
Porque alegria sem consciência não é alegria.
Ser feliz não é ter paz,
Porque ter paz sem crescer não é ter paz.
Ser feliz não é andar sem rumo.
Viver sem rumo no andar
É desistir de procurar.
Nada na vida se consegue
Sem buscar.
Buscar é estar pronto,
Buscar é receber,
Buscar é ter o velho e o novo
Com a mesma alegria.
A alegria é prazer, é partilha
Alegria é Cura.
Felicidade é Alegria e Satisfação,
É tirar o máximo de cada momento,
Com consciência, propósito e em verdade.
Sem isto não somos mais que os animais,
Que comem nosso vomitado e se vomitam,
Num ciclo sem ego,
Sem descarrego ou lamento,
Um ciclo sem fim.
Em tudo buscar-nos a nós,
Em tudo viver a verdade,
Em tudo viver o sentir.
Não precisas controlar,
O Mundo vive por si,
O Sol brilha sozinho,
Todo o dia, todos os dias,
Com Alegria e Satisfação.
O Sol sabe que é,
E permite-se Ser.
Nosso caminho aí nos levará.
Ser feliz não é sorrir,
Porque sorrir sem propósito não é sorrir.
Ser feliz não é ter alegria,
Porque alegria sem consciência não é alegria.
Ser feliz não é ter paz,
Porque ter paz sem crescer não é ter paz.
Ser feliz não é andar sem rumo.
Viver sem rumo no andar
É desistir de procurar.
Nada na vida se consegue
Sem buscar.
Buscar é estar pronto,
Buscar é receber,
Buscar é ter o velho e o novo
Com a mesma alegria.
A alegria é prazer, é partilha
Alegria é Cura.
Felicidade é Alegria e Satisfação,
É tirar o máximo de cada momento,
Com consciência, propósito e em verdade.
Sem isto não somos mais que os animais,
Que comem nosso vomitado e se vomitam,
Num ciclo sem ego,
Sem descarrego ou lamento,
Um ciclo sem fim.
Em tudo buscar-nos a nós,
Em tudo viver a verdade,
Em tudo viver o sentir.
Não precisas controlar,
O Mundo vive por si,
O Sol brilha sozinho,
Todo o dia, todos os dias,
Com Alegria e Satisfação.
O Sol sabe que é,
E permite-se Ser.
Nosso caminho aí nos levará.
sábado, 8 de outubro de 2011
Lição Terceira - Concluir a Obra
Não te escondas.
Porque te escondes de mim?
Não me escondo de ti, Pai,
Só estou atento às tuas palavras.
Então se estás atento
Sabes o que te proponho
Criança-filho?
Sei. Sim. Mas tenho medo,
Não pode ficar para o depois?
Não sei que é isso.
Conheço a proposta do agora,
E é tudo que existe.
Queres tomar Medicina?
Ainda não, Pai.
Escutando os ensinamentos
Percebo que não percebo,
Que o que sei, só sei
Se deixar entrar o Amor.
O Doutor tem de operar,
Mais fundo, pelo Eco.
Confia, criança-homem.
Pai, posso tomar Medicina?
Até sermos Sol, nada te nego
Filho-do-homem.
Porque te escondes de mim,
Não confias no Pai?
Tenho medo de ver o Pai,
De te ver meu pai,
Porque não te conheço.
Que de mim conheces?
Procura por mim no teu coração
Encontra-me nas tuas células,
Quem sou eu?
Fecha o círculo.
Na ilusão por elas criada
Não és mais que um não-Ser,
Odiento, odiável, cobarde,
Que rejeita, abandona, traumatiza.
Penso em te odiar,
Penso no que me fizeste passar,
Penso que tenho de te purgar.
Então vomita-me,
Porque senão serás como eu.
Não consigo! Porque não consigo?
Queres visões de purga?
Dá-me tudo o que tens!
Toma a semente da Podridão!
Toma entranhas revolvidas!
Toma festim de vermes vomitados
E a náusea do bafo da Cadela que os come!
Vá, vomita-me!
Não consigo. Porque te encontrei.
Soluçada memória de criança,
De pleno sorriso, de olho brilhante,
Trilhando, experimentando.
E tu, meu Pai, que olhas para mim com amor,
Lembra-te de mim, nas doces memórias,
Como eu te lembro.
E completarás o ciclo, como eu,
Quando for pai, como tu.
De filho para irmão para criança,
Criança-homem para criança-filho,
Filho-do-homem para criança-pai
Para homem-pai, para pai-do-homem.
Novo ser, razão do Ser,
Novo prazer. Intenção.
Vivo jardim interno
Flor de branco algodão,
Que brilha, em harmonia,
Ao Sol, ao Sol de dentro,
Ao Deus Profundo, no coração.
Não pares, nunca pares,
Porque um dia tudo isto será teu,
E serás Farol, impecável.
O meu trabalho aqui acabou,
Mas viverei sempre
Nas palavras do Pai.
Porque te escondes de mim?
Não me escondo de ti, Pai,
Só estou atento às tuas palavras.
Então se estás atento
Sabes o que te proponho
Criança-filho?
Sei. Sim. Mas tenho medo,
Não pode ficar para o depois?
Não sei que é isso.
Conheço a proposta do agora,
E é tudo que existe.
Queres tomar Medicina?
Ainda não, Pai.
Escutando os ensinamentos
Percebo que não percebo,
Que o que sei, só sei
Se deixar entrar o Amor.
O Doutor tem de operar,
Mais fundo, pelo Eco.
Confia, criança-homem.
Pai, posso tomar Medicina?
Até sermos Sol, nada te nego
Filho-do-homem.
Porque te escondes de mim,
Não confias no Pai?
Tenho medo de ver o Pai,
De te ver meu pai,
Porque não te conheço.
Que de mim conheces?
Procura por mim no teu coração
Encontra-me nas tuas células,
Quem sou eu?
Fecha o círculo.
Na ilusão por elas criada
Não és mais que um não-Ser,
Odiento, odiável, cobarde,
Que rejeita, abandona, traumatiza.
Penso em te odiar,
Penso no que me fizeste passar,
Penso que tenho de te purgar.
Então vomita-me,
Porque senão serás como eu.
Não consigo! Porque não consigo?
Queres visões de purga?
Dá-me tudo o que tens!
Toma a semente da Podridão!
Toma entranhas revolvidas!
Toma festim de vermes vomitados
E a náusea do bafo da Cadela que os come!
Vá, vomita-me!
Não consigo. Porque te encontrei.
Soluçada memória de criança,
De pleno sorriso, de olho brilhante,
Trilhando, experimentando.
E tu, meu Pai, que olhas para mim com amor,
Lembra-te de mim, nas doces memórias,
Como eu te lembro.
E completarás o ciclo, como eu,
Quando for pai, como tu.
De filho para irmão para criança,
Criança-homem para criança-filho,
Filho-do-homem para criança-pai
Para homem-pai, para pai-do-homem.
Novo ser, razão do Ser,
Novo prazer. Intenção.
Vivo jardim interno
Flor de branco algodão,
Que brilha, em harmonia,
Ao Sol, ao Sol de dentro,
Ao Deus Profundo, no coração.
Não pares, nunca pares,
Porque um dia tudo isto será teu,
E serás Farol, impecável.
O meu trabalho aqui acabou,
Mas viverei sempre
Nas palavras do Pai.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Lição Segunda - Aprender a Confiar
Porque não te deitas?
Para não me perder.
Perder é mau, muito mau.
Porquê?
Porque vou e não tenho centro
Porque me perco e não tenho âncora.
Atenção, postura,
É esse o caminho certo,
É por aí que me guia o farol
Senão naufrago.
Porque não te deitas?
Para não me perder.
E alguma vez te perdeste comigo?
Na vez passada, e na vez passada.
E onde foste, quando te perdeste?
Ao fundo, e mais ao fundo,
Além do fundo.
E que viste, tão no fundo?
A mim. Além de mim.
Vi uma história, uma memória
Vi pinturas, as cores do coração.
Vi Deus, nas minhas facetas.
A beleza das Leis Divinas,
Os contratos com o Tempo.
Vi muita Dor, que passou,
E Demónios de ilusão.
E descobri o Prazer, de Ser,
De Estar, de Existir.
E fui cuidado, e limpo,
E aceitei, e aprendi.
Como vês, em ti opero pelo Eco,
Dou forma e cor ao teu Espelho
E te acompanho, para fora deste mundo de Ilusão.
Sou Infinito, e no Infinito te curo.
Sorri. Isso! É desse Sorriso que eu gosto!
É aqui que nasces, meu filho,
E do teu sorrir nascem as mensagens,
Nascem as minhas mensagens.
Queres tomar Medicina?
Agora não, Pai. Quero ouvir e sorrir.
Então descansa, criança-homem.
Para não me perder.
Perder é mau, muito mau.
Porquê?
Porque vou e não tenho centro
Porque me perco e não tenho âncora.
Atenção, postura,
É esse o caminho certo,
É por aí que me guia o farol
Senão naufrago.
Porque não te deitas?
Para não me perder.
E alguma vez te perdeste comigo?
Na vez passada, e na vez passada.
E onde foste, quando te perdeste?
Ao fundo, e mais ao fundo,
Além do fundo.
E que viste, tão no fundo?
A mim. Além de mim.
Vi uma história, uma memória
Vi pinturas, as cores do coração.
Vi Deus, nas minhas facetas.
A beleza das Leis Divinas,
Os contratos com o Tempo.
Vi muita Dor, que passou,
E Demónios de ilusão.
E descobri o Prazer, de Ser,
De Estar, de Existir.
E fui cuidado, e limpo,
E aceitei, e aprendi.
Como vês, em ti opero pelo Eco,
Dou forma e cor ao teu Espelho
E te acompanho, para fora deste mundo de Ilusão.
Sou Infinito, e no Infinito te curo.
Sorri. Isso! É desse Sorriso que eu gosto!
É aqui que nasces, meu filho,
E do teu sorrir nascem as mensagens,
Nascem as minhas mensagens.
Queres tomar Medicina?
Agora não, Pai. Quero ouvir e sorrir.
Então descansa, criança-homem.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Lição Primeira - Aprender a Ver
Tudo me testa,
Tudo é motivo
Para abandonar.
O entrar e sair,
O levantar, o deitar,
Tudo é brusco
Confuso e cheio de dor.
Ninguém aceita a Onda,
Ninguém se permite a ter
O Seu momento, a sua Cura.
Quem purga sem Sorrir
Não retorna em Harmonia
E encarna o Portal
Dos que se recusam.
E vagueiam, vagueiam
Navegando cabisbaixos,
E seus ais lembram os meus,
Suas mortes adiadas
O meu medo de me sentir.
E nesse medo me calo.
E nesse medo me escuto.
E nesse medo me observo,
Observo o medo
E nos seus olhos sinto a lição.
Eu sou Eles.
Eles são Eu.
Meu espelho o deles
Tudo nos testando,
Todos com todos os motivos
Para abandonar.
E todos vagueamos
Vagueamos por Amor.
E todos ondeamos,
Nos curamos em Amor.
Tanto que anda o Mundo,
E de mãos dadas,
Tanto que andamos nós.
E voltou o Sorriso
A Águia pousou.
Tudo é motivo
Para abandonar.
O entrar e sair,
O levantar, o deitar,
Tudo é brusco
Confuso e cheio de dor.
Ninguém aceita a Onda,
Ninguém se permite a ter
O Seu momento, a sua Cura.
Quem purga sem Sorrir
Não retorna em Harmonia
E encarna o Portal
Dos que se recusam.
E vagueiam, vagueiam
Navegando cabisbaixos,
E seus ais lembram os meus,
Suas mortes adiadas
O meu medo de me sentir.
E nesse medo me calo.
E nesse medo me escuto.
E nesse medo me observo,
Observo o medo
E nos seus olhos sinto a lição.
Eu sou Eles.
Eles são Eu.
Meu espelho o deles
Tudo nos testando,
Todos com todos os motivos
Para abandonar.
E todos vagueamos
Vagueamos por Amor.
E todos ondeamos,
Nos curamos em Amor.
Tanto que anda o Mundo,
E de mãos dadas,
Tanto que andamos nós.
E voltou o Sorriso
A Águia pousou.
sábado, 3 de setembro de 2011
Para Todos, e Seus Filhos
No silêncio surges,
Deslizando segura
Sem nada perturbar.
Vieste ver quem veio,
Quem quer saber.
Quando nos tocas,
Nos teus olhos olhamos
E percebemos,
É chegada a hora,
A hora do Doutor.
E hoje sabemos,
A sua lição,
Limpar o corpo
E curar o coração.
Não quero ver ninguém triste hoje.
Sim, Pai.
Hoje é um dia muito especial,
Quando todos estiverem limpos,
Vos ensinarei
O segredo da Felicidade,
Para todos, e seus filhos,
E o filhos de seus filhos,
Que sempre saibam sorrir.
O seu amor é líquido,
E é uma canção
E nos inunda
E nos preenche,
Que nos vibra
Que de nós fala
Que nos faz Ser.
Deslizando segura
Sem nada perturbar.
Vieste ver quem veio,
Quem quer saber.
Quando nos tocas,
Nos teus olhos olhamos
E percebemos,
É chegada a hora,
A hora do Doutor.
E hoje sabemos,
A sua lição,
Limpar o corpo
E curar o coração.
Não quero ver ninguém triste hoje.
Sim, Pai.
Hoje é um dia muito especial,
Quando todos estiverem limpos,
Vos ensinarei
O segredo da Felicidade,
Para todos, e seus filhos,
E o filhos de seus filhos,
Que sempre saibam sorrir.
O seu amor é líquido,
E é uma canção
E nos inunda
E nos preenche,
Que nos vibra
Que de nós fala
Que nos faz Ser.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Caminho de Volta - Harmonização com o Novo Sol
Esperando. Vou esperando com razão mas sem propósito. Ou assim o penso. Será? Com confiança na cura, aceito as medicinas desconhecidas. Estrondo de luz, como um raio, subindo as fossas nasais, em direcção ao céu! Será o Sol? Será o Sol em mim? Sei que é a Medicina que corre pelas minhas veias, chamada pelo relâmpago divino.
Sei que opera em mim, mas senti-la assim tão... viva? Que sensação avassaladora, que rendição ao seu amor. Não percebo como, mas sinto que ela precisa de mim, como eu preciso dela. E da doçura e entrega se levanta o pano, se inicia o teatro, o meu teatro.
Na confusão chega o silêncio, e dele surge o seu beijo e as suas palavras de calma, amor e de cura. A sua promessa de doçura renova a minha confiança no processo. Tudo será claro e sem dor. E ao chegar o novo dia chegará a harmonização com uma nova faceta da Madre, o Pai Sol.
Que recomece a caminhada.
Sei que opera em mim, mas senti-la assim tão... viva? Que sensação avassaladora, que rendição ao seu amor. Não percebo como, mas sinto que ela precisa de mim, como eu preciso dela. E da doçura e entrega se levanta o pano, se inicia o teatro, o meu teatro.
Na confusão chega o silêncio, e dele surge o seu beijo e as suas palavras de calma, amor e de cura. A sua promessa de doçura renova a minha confiança no processo. Tudo será claro e sem dor. E ao chegar o novo dia chegará a harmonização com uma nova faceta da Madre, o Pai Sol.
Que recomece a caminhada.
sábado, 20 de agosto de 2011
No Cair da Noite
Chamei, chamei,
E no cair da noite vieste.
E trouxeste todo o teu Amor
Para juntos celebrarmos.
Este é o caminho para ti,
Caminhar em ti,
Caminhar contigo.
Surgiste inesperada,
Mascada, lambida, inalada,
Tão fundo entraste
Antes de entrar.
Já o mereceste,
Hoje é para ti,
A consciência, a memória,
Hoje vais ser.
Doce e meiga,
Concentrada Cura.
Hoje te embalo,
Hoje sussurro.
No dia do Poder
É teu o prazer,
E só te peço um sorriso.
Porque chamei, chamei
E no cair da noite vieste.
E trouxeste o teu amor, criança,
Para juntos acordarmos.
E quem te olhar nos olhos saberá
Que juntos caminhamos,
E que da nossa harmonia
Nascerá o Sol.
Assim serás, criança-homem.
E no cair da noite vieste.
E trouxeste todo o teu Amor
Para juntos celebrarmos.
Este é o caminho para ti,
Caminhar em ti,
Caminhar contigo.
Surgiste inesperada,
Mascada, lambida, inalada,
Tão fundo entraste
Antes de entrar.
Já o mereceste,
Hoje é para ti,
A consciência, a memória,
Hoje vais ser.
Doce e meiga,
Concentrada Cura.
Hoje te embalo,
Hoje sussurro.
No dia do Poder
É teu o prazer,
E só te peço um sorriso.
Porque chamei, chamei
E no cair da noite vieste.
E trouxeste o teu amor, criança,
Para juntos acordarmos.
E quem te olhar nos olhos saberá
Que juntos caminhamos,
E que da nossa harmonia
Nascerá o Sol.
Assim serás, criança-homem.
sábado, 30 de julho de 2011
Farol das Almas - Portador da Mensagem
Estou inteiro. Sou Inteiro.
Preparado para sentir,
Guerreiro pacífico, renascido
Do Som, da Dança, da Postura.
Não é meu o sonho que sonho
Apenas sou Farol das Almas,
Portador da Mensagem,
Sou Brilho do Sol, sou Brilho da Lua,
E dou-vos brilho, pequenas estrelas,
Porque todos me acompanham.
E quando Ela fala
Vocês escutam atentamente,
E quando Ela convoca
Se apresentam prontamente.
E quando Ela chora
Todos a abraçam,
E quando ela canta
Todos nós purgamos.
É esse o Seu amor,
É esse o meu amor,
É esse o vosso amor.
Tão grande o Amor
Dos que se desafiam.
É esse o nosso Destino,
Barca naufragada
Sem Medo de naufragar,
Nunca mais.
Minha voz, a vossa voz,
Meu canto, o vosso canto.
Nosso é e sempre será
O prazer de ondular,
A certeza que ao beber,
Quando Ela nos matar,
Acordamos para o viver.
Preparado para sentir,
Guerreiro pacífico, renascido
Do Som, da Dança, da Postura.
Não é meu o sonho que sonho
Apenas sou Farol das Almas,
Portador da Mensagem,
Sou Brilho do Sol, sou Brilho da Lua,
E dou-vos brilho, pequenas estrelas,
Porque todos me acompanham.
E quando Ela fala
Vocês escutam atentamente,
E quando Ela convoca
Se apresentam prontamente.
E quando Ela chora
Todos a abraçam,
E quando ela canta
Todos nós purgamos.
É esse o Seu amor,
É esse o meu amor,
É esse o vosso amor.
Tão grande o Amor
Dos que se desafiam.
É esse o nosso Destino,
Barca naufragada
Sem Medo de naufragar,
Nunca mais.
Minha voz, a vossa voz,
Meu canto, o vosso canto.
Nosso é e sempre será
O prazer de ondular,
A certeza que ao beber,
Quando Ela nos matar,
Acordamos para o viver.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
In mortal - Integração
Acorda!
São horas.
Já acabou?
São horas de ouvir o Pai,
Vai falar só para ti, por seres especial.
Porque me achas especial?
Acorda!
São horas.
Já começou?
Senta-te junto a mim,
Só nós os dois.
Tenho uma surpresa para ti,
Só para ti, por seres especial.
Porque me achas especial?
Acorda!
São horas.
Já bebi?
Chegou o momento,
O momento de me integrares.
Quem és tu?
Eu, sou Tu,
Não te lembras de mim?
Sou aquele que fala contigo
Quando estás sozinho.
Sou aquele que cuida de ti
Quando te sentes abandonado.
Sou aquele que canta para ti
Quando não consegues dormir.
Sou aquele que te dá a mão
Quando caminhas no escuro.
Chegou o momento,
O momento de me integrares,
Só por seres especial.
Aceito-te e abraço-te
Meu Amor, meu Eu.
Deita fora tudo isso,
Todas essas falsas memórias,
Memórias de estar sozinho, sem amor,
(Vomito)
Pois sempre contigo estive.
Quando te olhares no espelho,
Verás os meus olhos
Por trás dos teus,
E nunca estarás só.
Somos Um.
Somos Muitos
E Todos sorrimos.
Ouve o Pai.
São horas.
Já acabou?
São horas de ouvir o Pai,
Vai falar só para ti, por seres especial.
Porque me achas especial?
Acorda!
São horas.
Já começou?
Senta-te junto a mim,
Só nós os dois.
Tenho uma surpresa para ti,
Só para ti, por seres especial.
Porque me achas especial?
Acorda!
São horas.
Já bebi?
Chegou o momento,
O momento de me integrares.
Quem és tu?
Eu, sou Tu,
Não te lembras de mim?
Sou aquele que fala contigo
Quando estás sozinho.
Sou aquele que cuida de ti
Quando te sentes abandonado.
Sou aquele que canta para ti
Quando não consegues dormir.
Sou aquele que te dá a mão
Quando caminhas no escuro.
Chegou o momento,
O momento de me integrares,
Só por seres especial.
Aceito-te e abraço-te
Meu Amor, meu Eu.
Deita fora tudo isso,
Todas essas falsas memórias,
Memórias de estar sozinho, sem amor,
(Vomito)
Pois sempre contigo estive.
Quando te olhares no espelho,
Verás os meus olhos
Por trás dos teus,
E nunca estarás só.
Somos Um.
Somos Muitos
E Todos sorrimos.
Ouve o Pai.
terça-feira, 5 de julho de 2011
In mortal - Inocência
Porque se mantém a Dor?
Eu vi. Porque se mantém a Dor?
Eu purguei. Porque se mantém a Dor?
Lembro-me de ter estado satisfeito
Mas desta vez permanece a agonia.
Sinto que há mais. É por haver mais?
Ajuda-me Mãe, livra-me do Mal.
Desmembra-me, rebenta comigo!
Já me mataste uma vez,
Mata-me de novo!
Eu? Eu nada fiz.
Eu sou só uma Consciência
De uma Consciência,
De outras Consciências.
Como podes esperar algo de mim?
Eu sou só Perdão.
E tu? És Perdão?
Sim, sou perdão.
Então perdoas-me?
O que me fizeste para eu ter de Te perdoar?
Causo-te Dor, não te causo Dor,
Mato-te, não te mato,
Não cumpro, não te odeio,
Nunca correspondo às tuas expectativas.
Eu sei que peço para me carregares, Mãe,
Para me salvares, para me curares.
Abuso de ti, Mãe.
Perdoa-me!
O que Me fizeste para Eu ter de te perdoar?
Tu és só uma criança,
Tudo em ti é descoberta,
Tudo em ti é inocente.
Eu sei que te queres limpar
E sei que pertencemos um ao outro.
E sei que tu és só uma criança,
Como pode uma criança ter culpa?
Tudo em ti é descoberta,
Tudo em ti é natural,
Tudo em ti sou Eu,
E sempre fui Eu
Mesmo que não te lembres.
Isso, chora
Chorar é bom.
Vês como as tuas lágrimas são cristalinas,
Sem vestígios de vermes?
Podes tirar a máscara, filho
(Não sei como)
Debaixo dela és Luz
(Não sei se sou)
E só tens Amor, em todas as formas
(Eu não sei amar)
Claro que tens Medo, és só uma criança
(Tenho tanto medo!)
És único e és especial,
Vieste do Céu, como eu.
Agora dorme,
Já chamo por ti.
Eu vi. Porque se mantém a Dor?
Eu purguei. Porque se mantém a Dor?
Lembro-me de ter estado satisfeito
Mas desta vez permanece a agonia.
Sinto que há mais. É por haver mais?
Ajuda-me Mãe, livra-me do Mal.
Desmembra-me, rebenta comigo!
Já me mataste uma vez,
Mata-me de novo!
Eu? Eu nada fiz.
Eu sou só uma Consciência
De uma Consciência,
De outras Consciências.
Como podes esperar algo de mim?
Eu sou só Perdão.
E tu? És Perdão?
Sim, sou perdão.
Então perdoas-me?
O que me fizeste para eu ter de Te perdoar?
Causo-te Dor, não te causo Dor,
Mato-te, não te mato,
Não cumpro, não te odeio,
Nunca correspondo às tuas expectativas.
Eu sei que peço para me carregares, Mãe,
Para me salvares, para me curares.
Abuso de ti, Mãe.
Perdoa-me!
O que Me fizeste para Eu ter de te perdoar?
Tu és só uma criança,
Tudo em ti é descoberta,
Tudo em ti é inocente.
Eu sei que te queres limpar
E sei que pertencemos um ao outro.
E sei que tu és só uma criança,
Como pode uma criança ter culpa?
Tudo em ti é descoberta,
Tudo em ti é natural,
Tudo em ti sou Eu,
E sempre fui Eu
Mesmo que não te lembres.
Isso, chora
Chorar é bom.
Vês como as tuas lágrimas são cristalinas,
Sem vestígios de vermes?
Podes tirar a máscara, filho
(Não sei como)
Debaixo dela és Luz
(Não sei se sou)
E só tens Amor, em todas as formas
(Eu não sei amar)
Claro que tens Medo, és só uma criança
(Tenho tanto medo!)
És único e és especial,
Vieste do Céu, como eu.
Agora dorme,
Já chamo por ti.
sábado, 2 de julho de 2011
In mortal - Consciência
Sei que me matarás.
Tenho de morrer e não quero!
Sei que vou morrer e não quero!
Partes-me as pernas e os braços,
Esventras-me, dilaceras-me.
Não quero!
Não quero mais!
Mentirosa!
Porque me enganaste
Com a tua doçura,
Com o teu colo?
Como te posso amar tanto,
Se me odeias a ponto de me matar?
Se me amas como dizes que amas,
Deixa-me ir embora.
Não.
Deixa-me ir embora!
Por favor...
Juro que nunca mais volto...
Como podes jurar-me isso,
Se nem sabes com quem falas?
Observa melhor.
O Vazio goteja
Numa grande bacia,
Numa familiar bacia.
Límpida água que depressa ferve,
Ebulição de água,
De ódio que consome.
Quem possui a máscara
De onde todas as lágrimas escorrem?
Verdes são as tuas lágrimas,
Como as minhas,
Verdes como a água
Que agora é lodo,
Espesso, pustulento.
Pequenos ovos eclodem
E de súbito eles surgem,
Negros vermes flutuando no visco.
Quem os chorou?
De que ódio são filhos?
Uma lancinante dor me assola,
Quando comigo falas.
Isto não é teu.
Se não é meu, de onde vêm as lágrimas?
São tuas?
São tuas, mãe?
Responde-me!
Algumas são minhas,
Algumas sempre aqui estiveram,
E em breve tudo isto será teu.
Agora come e cala-te!
Não percebo. Porquê?
Come e cala-te!
Não quero!
Come e cala-te!
Porque me pedes isto? Porquê, Mãe?
Não te estou a pedir.
Os meus desejos são ordens!
Eu sou tua mãe e tens de fazer o que eu te digo!
E ao comer do meu vómito
És igual a mim.
Eu sou a Cadela e tu tens que me obedecer!
Come e cala-te!
Não!
Olha para mim.
Obedeço.
E, ao tirar a sua máscara,
Os seus vermes escorrem,
Buraco negro de ódio,
Sem amor, sem humanidade,
Que se apressa a comer-se,
A sorver-se, a banquetear-se.
Porque sem o Visco
Não é mais que Nada.
Vomito
Tenho de morrer e não quero!
Sei que vou morrer e não quero!
Partes-me as pernas e os braços,
Esventras-me, dilaceras-me.
Não quero!
Não quero mais!
Mentirosa!
Porque me enganaste
Com a tua doçura,
Com o teu colo?
Como te posso amar tanto,
Se me odeias a ponto de me matar?
Se me amas como dizes que amas,
Deixa-me ir embora.
Não.
Deixa-me ir embora!
Por favor...
Juro que nunca mais volto...
Como podes jurar-me isso,
Se nem sabes com quem falas?
Observa melhor.
O Vazio goteja
Numa grande bacia,
Numa familiar bacia.
Límpida água que depressa ferve,
Ebulição de água,
De ódio que consome.
Quem possui a máscara
De onde todas as lágrimas escorrem?
Verdes são as tuas lágrimas,
Como as minhas,
Verdes como a água
Que agora é lodo,
Espesso, pustulento.
Pequenos ovos eclodem
E de súbito eles surgem,
Negros vermes flutuando no visco.
Quem os chorou?
De que ódio são filhos?
Uma lancinante dor me assola,
Quando comigo falas.
Isto não é teu.
Se não é meu, de onde vêm as lágrimas?
São tuas?
São tuas, mãe?
Responde-me!
Algumas são minhas,
Algumas sempre aqui estiveram,
E em breve tudo isto será teu.
Agora come e cala-te!
Não percebo. Porquê?
Come e cala-te!
Não quero!
Come e cala-te!
Porque me pedes isto? Porquê, Mãe?
Não te estou a pedir.
Os meus desejos são ordens!
Eu sou tua mãe e tens de fazer o que eu te digo!
E ao comer do meu vómito
És igual a mim.
Eu sou a Cadela e tu tens que me obedecer!
Come e cala-te!
Não!
Olha para mim.
Obedeço.
E, ao tirar a sua máscara,
Os seus vermes escorrem,
Buraco negro de ódio,
Sem amor, sem humanidade,
Que se apressa a comer-se,
A sorver-se, a banquetear-se.
Porque sem o Visco
Não é mais que Nada.
Vomito
terça-feira, 28 de junho de 2011
O Acordar do Eco
Acorda a memória,
As memórias das células,
As memórias do Ver.
Estremeço,
Com toda a força do meu Ser.
Descompassados espasmos,
Giro, rodopio sobre mim mesmo,
Resisto para me manter
Para me desencontrar.
Sei como és,
Como funcionas.
Em mim operas pelo Eco.
Ânfora selada
Lampejos de Liberdade,
Resolução do Espírito.
Brilhantes, as tuas trevas,
Que sobre mim se abatem.
Ferido, recolho-me,
Esbracejante, procuro gritar,
Procuro respirar,
Não perder a noção
A consciência da inconsciência.
Nada sai.
Nem grito
Nem suspiro
Nem prazer.
Contínua dormência,
Lancinante, latejante.
Arrasto-me de volta,
Ao berço, à lama,
Lama que envolve,
Que endurece, obstrui,
Parede imensa, sem fim.
De novo,
Quem não provou
Venha provar.
As memórias das células,
As memórias do Ver.
Estremeço,
Com toda a força do meu Ser.
Descompassados espasmos,
Giro, rodopio sobre mim mesmo,
Resisto para me manter
Para me desencontrar.
Sei como és,
Como funcionas.
Em mim operas pelo Eco.
Ânfora selada
Lampejos de Liberdade,
Resolução do Espírito.
Brilhantes, as tuas trevas,
Que sobre mim se abatem.
Ferido, recolho-me,
Esbracejante, procuro gritar,
Procuro respirar,
Não perder a noção
A consciência da inconsciência.
Nada sai.
Nem grito
Nem suspiro
Nem prazer.
Contínua dormência,
Lancinante, latejante.
Arrasto-me de volta,
Ao berço, à lama,
Lama que envolve,
Que endurece, obstrui,
Parede imensa, sem fim.
De novo,
Quem não provou
Venha provar.
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