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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Caminho de Volta - Meu Mestre me cure

  Meu Mestre Guia, luz que incendeia o meu coração, liberta-me desta prisão, deste corpo que rodopia sem cessar, deste mundo onde nada é e onde tudo nada parece ser. Ecoam as vozes desassossegadas dos perdidos que estão perdidos, perdidas por entre as vozes dos perdidos que se vêem centrados. Todos são meros bonecos rodopiando por entre o labirinto, conscientes e inconscientes, todos somos iguais, vozes sem cara, caras sem nome. O Caminho, e a Cura, são os mesmos, e todos confiamos no Mestre que nos guia para fora deste mundo de ilusão.
  A mensagem é o presente do Presente, e no momento todo o mundo gira e ondula. Para lá da Ilusão há a Cura, e o foco de Luz que se reflecte em nós é o brilho da impecabilidade do Pai. Todos somos filhos, todos somos irmãos, todos estamos sozinhos em conjunto, e todos somos por ele protegidos. Outra forma não há, neste caminho. A nossa escolha, o caminho do Mestre, e com a força do mestre vamos aprender, aprender que na Cura está o cantar dos Anjos e do Beija-flor, que há todo um Ser que quer se soltar, que no Caos há profunda calma, profundo Amor.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Caminho de Volta - Tribo: Comando de Sanação

  Somos Tribo. Somos seres se perdendo no seu Ser, se encontrando no seu Ver, no momento que antecede o final, no desistir antes do momento da Morte. Morte em Vida, que nos embala, que nos canta, que nos faz cantar. Morte doce, que chega a todos, e em doçura o Pai parte, na sua viagem de cura.
  O Pai é a cola que nos mantém unidos e, com o Rei morto, um novo Rei se levanta, para tomar as rédeas da tribo perdida. Será este o novo Rei, a escolhida contraparte do coração da tribo? Será ele a trazer o novo Comando de Sanação? Cantamos a força com força e com amor, e no seu manto se albergam os perdidos irmãos. Sua voz ecoa, ecoa na sala, na cabeça, mas nossas células estão longe de reconhecer o seu canto como o que vem da Mãe.
  O Novo Rei é o Velho Rei, renascido da Cura, da Santa Purga, e é ele quem por nós puxa para de novo nos entregarmos. É ele que canta o que nós cantamos. É ele que nos guia pelos caminhos do Labirinto. É ele quem fala com a voz da Santa Mãe, é ele que invoca a tribo que somos todos.
  Como pássaros flamejantes, unidas estão as ancestrais almas das ancestrais tribos, e todos eles somos nós. Casa de fogo, casa de cristal, casa do Senhor do Tempo. Divina invocação da Mãe, abençoado amor do Pai. Cura Santa Cura.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Caminho de Volta - Abraço de Pai

  Bom Padrinho, Maestro, que conduzes a sinfonia, que trazes Ordem ao inquieto Caos, vem acudir nesta hora de desespero, nesta hora de mágoa. Todos juntos te chamamos, para acolher em teu abraço os irmãos e irmãs que assim o precisem.
  Todos juntos entramos e saímos de nós mesmos e uns dos outros. Todos somos todos e individualmente caminhamos no escuro. E é tão bom caminhar no escuro. De mãos dadas, somos tribo. Unidos somos Sol, um Sol de sóis, que navegam pelas águas do nosso oceano interior e se vêem, em agonia, em alívio, em alegria.
  Bom Pai, o teu abraço é um presente de Deus, como a divina presença da Mãe nas nossas vidas. Teu é o meu coração, o meu cantar, e tua é a minha cura, para que te cures em mim. Teu caminho é o meu caminho e, pouco a pouco, vamos andando, vamos chegando. Tão bom o estarmos juntos. Tão bom o nosso andar.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Caminho de Volta - Sopro de Vida: Fogo Interior

  Nos é dado de presente um fogo que arde, que abre, que prepara o caminho. Este fogo inalado é azul, e vermelho, e brilha com a intensidade do Sol que o sopra, que nos prepara para brilhar. Quaisquer barreiras existentes são consumidas neste fogo purificador, e das suas brechas surge um fogo, interior, ateado com a pureza do sopro do Mestre. Meu Mestre, teu Mestre, Eu Mestre se levanta, levanta e caminha por entre os seus próprios escombros, os meus próprios escombros.
  Na doce palavra de mel surge o bater das asas do cantador e o penetrante olhar da água em pele de serpente. No hoje, ser cuidado é cuidar, a Cura virá pela Cura de amor que damos.
  O nosso Sol irá brilhar no escuro e guiar os perdidos em harmonia. Labareda cuspindo no primeiro canto, toco chamando a força. Tudo passa e passa. Mantendo a postura, chegamos à Consciência.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Caminho de Volta - Retorno ao Eco

  O Som sempre nos guia e sempre em nós se reflete. O aclarar da voz para a harmonia do Som surge depois do propósito da harmonia do Eco. Voltando ao Eco, voltamos a encontrar-nos. Aprendemos o Som quando aprendemos o que é o eco e como o eco pode chegar antes do som. Do Silêncio do Taita chega o eco que tem o Som do seu som.
  Juntos e humildes, pedimos permissão para ser parte do seu Universo, e com Amor somos recebidos, sempre. E sua lição nos ensina, a confiar no Poder, no nosso poder, no Eco da nossa própria voz que nos antecede. A harmonia se atinge quando é perfeita a conjunção entre o canto e o eco.
  Cantando o Eco, ecoamos o Canto. O Senhor voltou.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Caminho de Volta - O Cantar de Cura do Colibri

  Enquanto dormimos, viajamos num mundo que não compreendemos, não é o mesmo que vemos quando acordamos, mas também aí se consegue ouvir e sentir o cantar de cura do Colibri. Essa canção nos leva de volta ao familiar ambiente da Cerimónia, das que foram, das que virão, das que não são nem nunca o serão. A mensagem do intento nos é cantada, e a cantamos sem o saber, sem conhecer a sua profunda Verdade. O Mestre nos ensina, a minha Mãe foi quem mandou, mas em Segredo, porque a minha Verdade é somente minha.
  A seguinte é de Vénus, e logo a associamos ao Amor, às relações. Seria esse o próximo propósito? A sábia planta diz que não o será, que o primeiro Amor a nutrirmos é e será sempre por nós mesmos. Amar-nos a nós mesmos é aprender a reconhecer o nosso Mestre interior. É descobrir que o Sol só nasce porque nós nascemos com ele.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Caminho de Volta - Ser o Ser Celeste

  Chamado o Sol, o vemos chegar pé ante pé, a sua luz nos enchendo, vibrante, brilhante. Cantamos como crianças, como homens e mulheres que procuram ser crianças, aceitar-se e amar-se na sua Divina insignificância.
  Já o Doutor nos tinha dito: "vou-vos ensinar o segredo da Felicidade, para que sempre saibam sorrir". Procurar, Aceitar, Ser. Tão simples as verdades mas tão cheias de Poder. Há um brilho que vem de dentro e um outro que vem de fora e, quando os dois se encontram no infinito, a magia e o extraordinário acontecem. Ambos se reverenciam, ambos são irmãos, mas o brilho do Sol de fora traz a lição e o exemplo para que o Sol de dentro possa crescer forte e saudável como ele. Porque quando a planta se quiser expandir, outros sóis de dentro vão eclodir do seu ovo de cristal e sair pelo coração coberto de verdes lianas do hospedeiro.
  Aí será um novo ciclo, o aluno torna-se o mestre, e a planta ganha novas vozes, novos cantos. A nova Verdade será todo o alimento que necessita o Espírito. E, como nós, o Sol continuará a morrer e nascer, todos os dias.

  É este o Caminho de Volta

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Caminho de Volta - Sagrado Ciclo do novo Ser

 A lição só o é porque o Mestre ensina e nós escutamos. Nunca sós, encaramos os ensinamentos como pequenas crianças, e nem sempre conseguimos concentrar-nos além do medo, além do profundo medo do Vazio, do escuro. A planta docemente nos alimenta de Luz, mas essa própria luz se reflecte tão brilhante que quase nos faz explodir.
 Pelas frestas nos opera o Doutor, e da nova confiança renasce um profundo amor pela Medicina. Tudo em nós pede uma nova toma, para a nova instrução. A nova instrução me pede para sentir, para fechar o círcul de dor, de abandono, não como o Eu, mas como um Eu no Infinito. Do Eco das Trevas nasce um profundo Amor, e as dices memórias selam a plenitude. O Novo Ser se emana, por entre a névoa, do fundo do novo e cuidado Jardim, o Profundo Sol do coração.
 O novo Sol segue o seu maravilhoso novo Caminho, em que a lição se transforma em Verdade, e a Verdade gera o novo ciclo Solar, para nós e nossos filhos. Para sempre nos ligarmos. Para sempre triunfarmos.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Caminho de Volta - O Infinito que é maior ainda

 O trabalho de cura se baseia não na compreensão dos processos ou na consciencialização das visões e das mensagens. Não no momento. Quando tudo deixa aparentemente de fazer sentido, temos tendência a tentar controlar como estamos, como nos sentimos, o que pensamos. Lembramos uma memória de uma voz que nos diz para nos sentarmos ou deitarmos ou dançarmos. E nos agarramos a essas memórias como se a nossa vida ou a nossa própria sanidade dependesse disso.
 A planta é sábia. A luz guia é sábia. Nada do que diz é em vão, tudo tem o seu misterioso propósito. Desde que cheguei a esta casa que o meu Destino está traçado, e do meu percurso cuidam os Taitas, os ancestrais. Conhecido está o novo desafio: confiar no poder e no saber, na força que é e está no Infinito, e apreciar verdadeiramente a viagem, a caminho do futuro, do meu futuro. E o sorriso que brota de mim é sentido e faz sentido. Ouvindo e sorrindo, me deito. Deitando e descansando, aprendo.

sábado, 17 de setembro de 2011

Caminho de Volta - Olhar no Espelho

 Sinto a Onda. Duas verdades convergem em duas verdades, o acreditar no temor e a concentração no centro do ser. Sem razão para fazer o que fazem sem razão, tantos irmãos sucumbem à escuridão, e em si o seu Vazio faz ecoar o som do silêncio que não permitem. Tão cheio de dores que não o são, vagueiam confusos, entram e saem de si e do salão.
 Quem purga sem sorrir não se harmonia, e a sua dor é multiplicada pela dor dos que dela se aproveitam, dos que procuram o alívio e se canalizam para quem purga. Porta aberta da sala com desculpa de alívio, na realidade Portal para descarrego dos ais nos ais dos outros. Em mim o potencial de descarrego me centra em mim, me leva a ver que também eu Sou nos que vagueiam e também eu Carrego a sua dor, como tanta dor minha carreguei até então.
 Nos olhos sinto a lição do mestre interno: todos estamos no mesmo ponto, com o mesmo processo, e todos somos os espelhos e os Párias de cada alma. A Harmonia vem do Desapego, da Aceitação. O nosso lugar é o papel que cada um desempenha em si mesmo.
 Energeticamente estamos ligados, energeticamente vibramos juntos, com o Amor interior e o Amor da planta. No centro da floresta todos somos o Colibri que encanta e sopra a calma. E em todos a centelha da Águia chama a chama da Santa Cura.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Caminho de Volta - O Segredo do Doutor

 Quando surge a anaconda, a mesma dos meus sonhos, a mesma de que tanto ouvi falar, apercebo-me do quão especiais somos. É um privilégio assistir ao seu deslizar, ao seu envolver. Sempre alerta, vai nos visitando um a um para anunciar a chegada do Doutor. Olha-nos nos olhos e neste olhar vislumbramos uma centelha do Infinito, as mágicas emanações de um brilhante Sol eclipsado. Quando se esfuma nasce o silêncio.
 Do silêncio, tão importante silêncio, vem o dom da Palavra, a palavra do Pai, do Pai Eterno, e do Doutor que vem curar. Sua canção é de alegria. Seu canto é profundo, e nos fala da memória e dos tesouros, para nós e quem vem de nós. Não é o tempo de chorar. É tempo de limpar o corpo e o coração, com a vibração da Luz do Alto e o bater do tambor.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Caminho de Volta - Solidão e o outro lado

 Catarse. Primeira, quinta ou décima toma, perfeito e oportuno é o momento da integração. Exacta a hora em que as exactas palavras são proferidas exactamente para nós. Por vezes duras, palavras de Verdade, palavras de Amor. Invocado poder pessoal, interior, superior. Centrada e acutilante, a voz que rompe o véu do som nos mantém, inteiros, ancorados. Uma voz de amor que não é minha, mas que vibra na minha, que se esgueira pelas brechas nas minhas barreiras e encontra o caminho mais rápido para o meu coração.

Devemos viver na terra
Com toda a satisfação
E se queremos ter a vida
Agradecemos a nossa mãe

 Quando o choro invocamos, devemos sempre levar um presente: o perdão. Quando a solidão nós visitamos, devemos sempre levar um presente: o silêncio. Só no nosso próprio silêncio mais profundo é que escutamos. E aquela voz, que de fora nos assolava, irrompe das profundezas do nosso ser, doce, melodiosa. E, quando vibra no mesmo amor que a voz do Pai que encarnou, nasce a harmonia da Cura.

 Nova mensagem, nova verdade, novo propósito, que só surge porque merecemos. Do outro lado do espelho, do outro lado do som, estão as palavras de poder, está o inteiro, impecável.

 Seremos como Ele, um dia?

sábado, 9 de julho de 2011

Caminho de Volta - Criança. O Poder do Nada

 Com a Verdade me Limpo. Com a Verdade me Curo. No seu abraço procuro conforto, procuro luz, mas lá nada encontro além de Verdade. Porque só o É, não tenta ser nada mais, mesmo que a tentemos mudar. Não é algo que nos procure, não é algo que nos encontre, é um fardo que não o é, e o carregamos em nós com culpa. Não tem de o ser.
 Tudo na Verdade é puro. Puro como uma criança. Puro como o Nada nas mãos de uma criança. E todos não somos mais que crianças, inocentes, caminhantes, curiosas. Os nossos erros não o são, são o resultado da experimentação, são partes de um Todo que está Certo. São partes tão importantes como as conquistas. São conquistas, tão simples como a aceitação do Nada, um abraço no limiar do Purgatório, cujas lágrimas vibram com a verdade. Neste momento, a verdade é uma palavra: Perdão.
 E a Verdade nos segue e nos precede.
 A Verdade nos cura e nos atormenta.
 Superior a nós, nos mostra algo superior a nós:

 Nós mesmos.

domingo, 3 de julho de 2011

Caminho de Volta - Recusar a Consciência é abraçar a Luz?

 Debruçado sobre a pia da pia cura, o meu ser se isola na sua luta interna, querendo a purga, fugindo à purga, forçando a purga. Tentando encontrar a paz, sei que primeiro tenho de me limpar e de aceitar a verdade. Procuro manter uma consciência, uma falsa consciência, que não me permita perder, que não necessite de olhar o Vazio, olhar a profundeza da minha alma e das minhas memórias de Água. Mas cuidar do propósito é conversar com os pequenos tiranos, cuidar do propósito é aceitar o dissolver, o dissolver do confiante e confortável Eu, da lama que nos impede de chegar ao Amor. A recusa é o aval para o Seu trabalho, para a Sua bênção, mas simultâneamente é o grande entrava à sua Obra.
 E perder o combate com a Consciência é perder o medo da expansão, é abraçar a entrada no mundo da ilusão. E que ilusão esta, que nos conhece melhor que nós mesmos! Um labirinto negro, desesperante. Tão fundo como o nosso ser e tão obscuro quanto a nossa imaginação. O abrir e fechar das portas, das almas, o sair e não voltar, tudo nos leva a um êxtase ansioso de solidão.
 Do êxtase nasce a conversa, a conversão. Da conversão nasce a limpeza, o acordar de uma nova consciência. Aquela luz no fundo do túnel, serei Eu?

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Caminho de Volta - O Igual que não o É

 A Medicina não tem medo. Não teme mostrar-nos que nada sabemos. Tantas vezes criamos falsas expectativas, falsa confiança, que não nos disponibilizamos a por-nos em causa, para podermos aprender. Como é que, na inconsciência, podemos assumir que já sabemos as respostas, se nem humildade temos para prestar atenção às perguntas?
 O seu amor sente-se na purga. Nas minhas memórias, lembro o que foi. Já o passei uma vez, sei reconhecer como trabalha, o que provoca, como o sinto. Tudo é igual mas nada é igual. Sinto o Eco mas não o aceito. Enjoo mas não purgo. Purgo mas não alivia. Alivia mas não sinto prazer.
 Aqui e agora, algo na planta me assusta. Estamos diferentes, não sei como me comportar perante tal verdade. O Caminho do Propósito leva à Verdade que Cura. Tento fugir ao Eterno, mas este tudo vê, tudo sabe. Desta vez não sei se quero estar cá ou se quero que acabe. Mas não quero estar consciente, porque tenho medo de a planta não o ter.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Caminho de Volta - Um Novo Propósito

 Já vários mensageiros me tinham entregue a mensagem, a que ditaria o novo Propósito, a que ditaria a nova Cura. Algo que estaria pronto para ser resolvido, para ser tratado, para ser sanado. Essa mensagem continha apenas uma palavra: Mãe. Como curarei algo que tenho um imenso medo de encarar, que não me sinto minimamente apto a enfrentar? Porque é que, neste ponto, não posso escolher a névoa? Tudo em mim sabia a resposta, só não a estava a querer ver.
 "Esta Medicina é um pouco mais forte, um pouco mais concentrada, mas é na mesma muito suave", me disse o Professor, "vai ser um trabalho mais profundo, mais consciente". Escolhido o centro do poder, tomamos Medicina. Logo vem a pergunta: "Qual o propósito?". Tento escapulir-me, focar-me mais na necessidade de não perder por completo a noção do meu corpo.
 A planta sabe como cuidar, como testar. Na sua sabedoria conhece-me, e se transforma para me transformar. No momento, só me pede para estar lá.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Caminho de Volta - Aceitar a Disjunção

 Somos levados e decompostos, fragmentados, desconstruídos. Bebemos e voltamos a beber, tomamos Medicina em reverência, por Ela, por Nós. Vamos fora, e longe, e vemos o Infinito. Vamos dentro, e fundo, e vemos o Infinito. Tudo está presente no Infinito, e o Infinito só existe no Presente, no instante.

 No Infinito somos Nós, somos centelha, somos escuridão, escolha, intenção. No Infinito nos olhamos e nos descobrimos. Nos amamos e, por isso, tudo amamos. E é nesse amor que percebemos que a Cura não é um fim, é um despertar, um renascer. Só na Disjunção pode existir o religamento, a percepção do Propósito.

 Nas sábias palavras da planta "Primeiro Limpas, depois Aceitas, depois Aprendes". Primeiro a Cura, depois a Disjunção, depois o Propósito. E é esse Propósito que gera novamente a Cura, e a Disjunção, e um novo Propósito. É essa a nossa proposta como seres que vivem, viver o ciclo até morrermos em vida e renascermos num novo ciclo.

 Eternamente grato pela cura, pela disjunção e pelo propósito. Para sempre parte de mim, para sempre parte de Ti. Obrigado Pacha Mama

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Caminho de Volta - A Onda que Vem e nos Leva

 Família. A cada cerimónia se forma uma nova família, uma tribo. A planta é Mãe, Pai, Avós e Ancestrais. Todos os que tomamos Medicina somos seus filhos, seus protegidos, seus semelhantes, seus irmãos. Somos irmãos uns dos outros e juntos sentimos a Onda, que nos leva e nos traz. E todos a partilhamos, quando ela nos escolhe. E todos fazemos parte de uma corrente, uma corrente de almas chamadas pela Medicina para ter a dádiva da limpeza, da cura, da aprendizagem.

 E vem a Onda. Mareados, todos somos levados para o Vazio e todos somos trazidos de volta a um novo Eu. Nesta barca, todos somos o nosso porto seguro e todos somos a âncora da família. Todos somos Medicina. E vem novamente a Onda, e todos somos de novo tentados, a ir mais fundo, a limpar mais, por si. Tanto se ama, quem o faz. Tanto mais ama quem o faz por si e pelos outros, escolhido para encarnar o portal de Cura, por onde todos os males se vão. É isso o Amar, o seu Amar. É isso que nos devolve a Vida.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Caminho de Volta - 6º Estágio do Ego: A Loucura

 Sanidade. Loucura. Por instantes, nenhuma destas palavras faz sentido. Por instantes, nenhuma palavra faz sentido. Sentido... Fazer sentido... O Fazer do Sentir, o Fazer a Sentir e o Fazer pelo Sentir. E, por instantes, o fazer do sentir é tudo o que existe. Nada mais importa. Nada importa. É o Sentir e não Pensar, o Sentir com todos os sentidos, com todo o Ser.

 Por instantes, o Ser não é mais que o Sentir, apenas o Sentir define o Ser. E nada mais importa. Nada importa. Estar cá, estar realmente no aqui e no agora, é esse o nosso momento de Loucura e de Libertação. E de Paz.

 Na Loucura tudo são Momentos. E em cada momento tudo é Novo. Tudo é Lindo e Horrível, tudo é Desconhecido e Maravilhoso. Na Insanidade todos somos Iguais, todos estamos nus. Todos nos descobrimos, nos tocamos, nos vemos, nos ouvimos, cheiramos e provamos. Todos somos perfeitos espelhos de Deus.

 No Aqui e no Agora, todos somos Loucos. Todos somos Livres. Todos somos Perfeitos.

 Todos somos Medicina.

sábado, 14 de maio de 2011

Caminho de Volta - Caminho da Verdade

 É fácil nos perdermos nas ilusões, nas visões, na desesperada tentativa do nosso Ego de lhes dar forma, de as inserir num contexto perceptível, intelectualizável. Um Ego que tem muito medo de se perder no escuro, no desconhecido. Tanto medo tem que prefere viver a mentira que morrer para a Verdade. Curioso porque, na realidade, nem o Ego vive nem aprende a verdade. E que Verdade há sem ser a do Amor?

 Tudo na Natureza é Amor, na sua forma mais pura. E tudo numa criança é puro, é uma brilhante percepção de um maravilhoso mundo. Quando deixei de olhar as flores com Amor, enquanto crescia? Como me desliguei de andar descalço, de andar nu, de sentir? Como parei de olhar nos olhos do Sol e sorrir, por seu brilho ser tão forte?

 E a Medicina nos devolve o sorrir.
 E a Medicina nos mostra que o Caminho de Volta é ver.
 E a Medicina nos relembra que tudo é belo e natural, que o Universo é imenso e extraordinário, e que todos nós somos Divinos.